Congresso Internacional de Ciberjornalismo

MARCA na agenda: 6 e 7 de Dezembro, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

About International Conference on Cyberjournalism.

Jornalices mas pouco

TRABALHOS académicos têm impedido uma actualização mais regular deste espaço. Enquanto não se alterar aqui a periodicidade, sugerimos o http://ciberotinas.wordpress.com e o http://localmediapt.wordpress.com.

Falamos depois…

Leitores e utilizadores dos (ciber)jornais regionais

QUESTÕES colocadas pelo Região de Leiria, que na edição de ontem publica alguns excertos, no artigo “Há um jornal que nos une ao leitor”. O mesmo é enquadrado na liberdade de expressão e na aproximação do 25 de Abril.

O que é, hoje, ser leitor de um jornal?

Ser leitor é um estatuto muito redutor na actualidade. Com o aparecimento da Internet, e com ela o email, os ciberjornais e as redes sociais online, mudou muito a forma como o antigo leitor se posiciona face aos media. Em primeiro lugar deixou de ser alguém que passivamente lê o jornal. Actualmente, utilizador será o termo mais correcto. Isto porque pode aceder às notícias diariamente e nos ciberjornais. Estes espaços permitem comentar, classificar (se gostou muito ou pouco) e partilhar (com seguidores do Facebook e Twitter), algo que dificilmente se fará, de uma forma tão fácil e rápida, nas páginas dos jornais. Pelo menos a possibilidade de disseminação aumentou significativamente com a Internet. A interactividade, na perspectiva da relação dos cidadãos com os media e vice-versa, conheceu assim uma mudança significativa.

Por outro lado, estas mudanças também têm abalado os media. Com as possibilidades que se abriram ao utilizador (antigo leitor), este ganhou mais autonomia, podendo mesmo partilhar conteúdos com a sua própria rede de seguidores. Se por um lado a informação que produz ou partilha, pode ser muito útil para ser integrada no trabalho dos jornalistas, por outro, pode tornar-se perigosa. A recente guerra civil em Portugal, “criada” por um utilizador do Twitter, é um exemplo da proporção que um boato pode tomar. E no caso não surgiu de uma forma qualquer, dado que a informação teria sido veiculada por uma agência noticiosa internacional e um diário espanhol, algo que se veio a comprovar não ser verdade. Isto para dizer que, num período em que se questiona qual o papel dos media e do jornalismo, a missão deste último é determinante para a sociedade, na medida em que credibiliza a informação.

Por fim, ser utilizador, ou leitor (para o caso daqueles que só lêem jornais em papel), é ser co-participante de uma sociedade informada e esclarecida. Penso que os cidadãos deverão ter um papel mais activo na vida dos media e vice-versa, pois não podem existir uns sem os outros.

O que considera que interessa aos leitores?

Neste momento decorre um estudo coordenado pelo professor João Carlos Correia (Universidade da Beira Interior), cujo título é Agenda dos Cidadãos, que pretende responder precisamente a essa questão. Como ainda não há muitos dados, irei focar-me unicamente na questão da Internet, isto é, os ciberjornais e o ciberjornalismo, que é da qual tenho mais informações.

Na tese de doutoramento que actualmente desenvolvo, estudo três ciberjornais regionais, entre os quais o regiaodeleiria.pt. Das mais de 2.000 notícias analisadas até ao momento, posso adiantar que o que mais interessa às pessoas são temas que afectam directamente o seu dia-a-dia. Esse indicador pode ser recolhido a partir do número de comentários que determinada notícia gera no ciberjornal ou da partilha e comentários no Facebook. Dou como exemplo, no caso do REGIÃO DE LEIRIA, as três notícias publicadas online, em Novembro de 2011, aquando da abertura da Variante da Batalha (A19). Só no ciberjornal geraram-se cerca de 50 comentários, o que não é normal. Outra notícia, já em Janeiro deste ano e relacionada com uma alegada burla numa empresa de Leiria, gerou 22. Estamos a falar de situações que, directa ou indirectamente, estarão associadas ao (des)emprego ou no acesso a ele. Quanto às motivações, basta ler os comentários para se perceber que é um misto de indignação e introdução de dados novos, que podem ter escapado aos jornalistas. O que, neste último caso, não é necessariamente mau. Afinal, “os meus leitores sabem mais do que eu” (Dan Gillmor).

O que é que os faz participarem no jornal?

O facto da imprensa regional abordar temas que são próximos das pessoas, que lhes afecta o dia-a-dia, leva a que a relação também se dê no sentido inverso. É frequente os jornalistas destes media referirem a frequência com que os leitores ou utilizadores aparecem na redacção ou os abordam na rua para contestar ou informar. O sentir a sua terra, será certamente uma das motivações para a participação. Afinal de contas, quais são os media que acompanham com mais frequência as gentes, culturas e saberes de uma freguesia, município ou distrito?

Fale-me um pouco sobre a forma como os jornais envolvem os leitores.

Penso que actualmente o estão a fazer sobretudo utilizando as plataformas digitais. É, por um lado, uma forma fácil e rápida de chegarem a um público mais jovem, que dificilmente lê jornais em papel, e por outro, uma abordagem mais económica para a imprensa regional, que na generalidade sempre viveu em crise. Por outro lado, sabemos que está por descobrir o modelo de negócio para o online, pelo que a envolvência com os leitores terá que se fazer cada vez mais offline. Não só porque estes media são conhecidos por praticarem um jornalismo de proximidade, mas também porque este é um tema que está na agenda das recentes investigações a nível internacional. Há um crescente interesse pelos media (hiper-)locais ou de proximidade, sobretudo nos EUA, mas também em países ibero-americanos, que sempre sempre estiveram atentos. É inclusivamente apresentada como uma saída profissional para os estudantes de jornalismo, isto é, assumirem eles a cobertura noticiosa local, com projectos próprios. Parece que se está descobrir agora que o que é próximo das pessoas lhes interessa mais do que aquilo que se passa na China ou na Líbia.

Que significado têm os media na nossa vida?

O SEU dia-a-dia sem notícias. Consegue imaginar? Como saberia, por exemplo, que os estabelecimentos comerciais onde habitualmente se dirige, iriam encerrar temporariamente? Ou que o centro de saúde iria realizar sessões de rastreio? Ou ainda que o seu clube se tinha qualificado para a final da taça? Ou… É para ajudar responder a estas e outras questões que vamos formulando, consciente ou inconscientemente, que existem os media. Aproximam-nos daquilo que nos é próximo, mas que nem sempre é do nosso conhecimento.

O processo de transição da televisão analógica para a televisão digital terrestre é exemplo recente. A angústia que terá sido para algumas pessoas, sobretudo idosas e/ou a residirem em localidades isoladas, ficarem temporariamente privadas do noticiário ou daquele programa preferido. Ter-se-ão sentido desancoradas, isoladas… sem referências que ajudem a dar sentido à sua existência. É também esse o papel dos media e dos seus profissionais: recolher, editar e divulgar determinada informação, cujo o resultado final se conhece como notícia(s). E essa é uma necessidade social, que vem desde a pré-história (as pinturas rupestres eram um meio de comunicação). Actualmente, é o jornalismo que assume essa tarefa de construção social da realidade (diria Gaye Tuchman). Os jornalistas apresentam-nos, sobretudo através dos media, essa mesma construção, que dificilmente será individual, feita isoladamente por um jornalista. É sobretudo colectiva, porque envolve fontes, jornalistas, editores, os media e o público (quem é que, perante determinado acontecimento, não contactou já, uma vez que fosse, jornais, rádios, televisões ou um jornalista conhecidos?).

Com o advento da internet, mas sobretudo das redes sociais online, começamos a deixar de ouvir ou de falar em media de massas. O motivo é porque aqueles perderam o “monopólio” da comunicação, isto é, deixaram de ser os únicos a transmitir a informação, para um público que a consome passivamente. Actualmente, também o cidadão comum pode ter o seu próprio público (que podem ser os seguidores da sua conta de Facebook, por exemplo) e até ser ele mesmo o produtor de conteúdos. Ainda assim, por muita informação que partilhe, dificilmente conseguirá fazer o que os jornalistas são treinados e pagos (os que são) para fazer. Já para não falar que têm um código ético e deontológico que devem seguir, coisa a que bloguers ou utilizadores de redes sociais online não estão obrigados. Espera-se, portanto, que seja mais difícil encontrar informações erradas ou falsas nos media mainstream (jornal, rádio ou televisão) do que em blogues, Facebook’s ou Twitter’s. Exemplos da prática jornalística que ajudam a ilustrar esta questão são os processos de verificação e cruzamento da informação, bem como o exercício do contraditório.

Então e como poderíamos tornar os media mais significativos? Esta questão, juntamente com a do título, são o mote da iniciativa “Um dia com os Media” (3 de Maio de 2012), para o qual se apela à participação de todos (sem excepção). Afinal, falamos de um meio através do qual também é construída e pelo qual construímos a realidade. Como contributo para a resposta, diremos que serão tanto mais significativos quanto mais o público se relacionar com eles e vice-versa. E você, caro leitor, o que considera que os media poderiam fazer para se tornarem mais significativos para a sociedade?

Participe em www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/… ou contacte este mesmo jornal, que certamente apreciará as sugestões que tiver para ele.

No ponto . Investigação e empreendorismo são sinónimos do Instituto Politécnico de Leiria. As recentes criações de um kit low cost para cadeiras de rodas e da ESTG TV são apenas dois exemplos de quem olha mais além. Que(m) mais se seguirá?

Em banho maria . Crise deve ser a palavra mais gasta nos últimos anos. Intimamente ligada a ela constuma estar, frequentemente, o pessimismo. Porém, é também nos períodos conturbados que surgem as oportunidades. Aproveitá-las é uma questão de atitude. Qual será o próximo passo?

Requentado . A comunicação tem sido uma das “vítimas” da crise económica, seja ao nível dos media ou de outros sectores. Redacções que são esvaziadas de jornalistas, empresas e organismos que deixam de comunicar com o seu público, são “o pão nosso de cada dia”. Uma sociedade menos informada, é o que se quer?

“Advogado do Diabo” in Jornal de Leiria, 22 de Março.

Jornalismo e Sociedade

ENTREVISTA ao jornalista Adelino Gomes, relativamente ao projecto que dá título a este post.

Público mesmo grátis

PRIMEIRO era (só) o papel, depois o digital. O diário anúnciou que hoje seria distribuido gratuitamente. Uma forma de mostrar ao público que o Público está diferente, com um novo grafismo. O problema surgiu com a edição em PDF que, afinal, não era para todos…

Tal como eu (aqui, aqui ou aqui), houve quem chamasse a atenção ou tenha estranhado o procedimento. Afinal, se o objectivo era chegar ao máximo de pessoas, aparentemente não haveria motivo para fechar o acesso à edição em PDF (que mais não é do que a exacta edição em papel “digitalizado”).


Cerca de duas horas depois, o Público online apresentava um link, onde se poderia descarregar a edição. Talvez tenha sido um colocar em prática aquilo a que o provedor daquele diário alertara, na edição de ontem: não ignorar os utilizadores.

O que se sublinha com estas linhas, não é quem terá motivado a acção do Público, mas que o mesmo terá reconhecido que a sua primeira opção não terá sido a melhor. E isso é bom. O público agradece.

El País digital

NOVIDADES no diário espanhol.

Opiniões sem voz e sem rosto

DUAS semanas após a polémica relativa às reformas do Presidente da República, que levantou coros de protestos e uma manifestação à porta do Palácio de Belém, eis que surgem tentativas de recuperar a imagem de Cavaco Silva.

Tidos como nacionais e de referência, dois jornais avançara: “Cavaco contra o Estado mínimo de Passos” (Expresso, 28 de Janeiro) e “Cavaquistas querem que Vítor Gaspar saia” (Público, 29 de Janeiro). Em comum uma prática que em nada tem (ou não deveria ter) a ver com o jornalismo: ocultar o rosto e/ou voz daqueles que emitem opinião.

O alerta foi dado por dois docentes e investigadores dos média e do jornalismo: Estrela Serrano e Joaquim Fidalgo. Este última aponta – no blogue do projecto Mediascópio – o facto das notícias tentarem “fazer de Cavaco o bonzinho, preocupado com os pobres, os pensionistas e a classe média, contra os mauzões ultra-liberais do Governo de Passos Coelho. E a jornalista do PÚBLICO farta-se de explicar essa tese, sem NUNCA adiantar o nome de uma fonte sequer, sem NUNCA nos dizer quem são esses tais cavaquistas que pensam isso que diz que pensam, sem NUNCA se dignar identificar qualquer um dos autores de tais opiniões (um dos preceitos básicos da deontologia jornalística é que as opiniões têm sempre de ser atribuídas, nunca podem ser anónimas ou confidenciais…). O autor, oculto, de todas estas opiniões pode perfeitamente ser o próprio Cavaco, bem escondido e sem rabo de fora!”

Imagine-se que no domingo à noite, na TVI, em vez de Marcelo Rebelo de Sousa começava a surgir uma personagem sem rosto ou com voz distorcida, num espaço de opinião. Não tinha piada nenhuma. Na opinião, como no jornalismo, impora saber “quem diz o quê, a quem e porquê”. São regras básicas. “Ter” que recorrer a fontes anónimas ou opinio makers sem voz/rosto é mau sinal. E o público não merece.

“Os média nos média” in O Mensageiro, 2 de Fevereiro.

TBG: Entre o grátis e o pago

DISCUSSÃO interessante em torno das opções do The Boston Globe (TBG), que tem um site grátis (Boston.com) e outro pago (BostonGlobe.com).

Desafios do (ciber)jornalismo

OPINE aí s.f.f. Basicamente era o que a Daniela Gonçalves – aluna do 2.º ano do curso de Comunicação Social do Instituto Superior Miguel Torga de Coimbra – pretendia. Devo dizer que apanhei logo um susto com o tema do trabalho: “Os desafios do jornalismo em tempos de Internet. Os jornais vão sobreviver? Que modelos de comunicação têm de adoptar os media tradicionais perante o digital?” Recomposto, seguiram-se os bitaites.

Quais as principais mudanças estruturais, ou eventuais rupturas, considera terem existido com a implementação dos jornais online?

Começo por dividir a questão em duas partes: oportunidades e práticas.

Com o aparecimento da Internet e posteriormente das redes sociais, os jornais passaram a ter a oportunidade de actuarem em mais do que um meio. Teoricamente deixaram de ser meros jornais em papel e passaram a ser marcas de informação com múltiplos canais de actuação. E quando falo em actuação não falo numa comunicação unidireccional, que caracterizou (e ainda caracteriza) a actuação da generalidade dos media. Quero dizer, há a oportunidade de uma comunicação bidireccional. Falo acima de tudo da oportunidade para a conversação, isto é, uma maior proximidade entre quem anteriormente só produzia (jornalistas) e quem anteriormente só consumia (leitores). A questão da periodicidade deixa igualmente de fazer sentido. Um semanário tem um fecho por semana, para a edição em papel, mas um fecho diário, permanente, no seu ciberjornal.

Isto tudo levou ainda à necessidade de adaptação a novas linguagens. O jornalista já não escreve e tira fotos somente. Passou ater a possibilidade de, no “novo” meio, comunicar usando uma linguagem multimédia. No fundo contar estórias que envolvam mais sentidos e quem façam sentido serem contadas assim.

Quanto à prática, na generalidade está muito longe da teoria. Apesar de estar atento aos media mais “sonantes” em Portugal, observo com mais atenção os locais e regionais, nomeadamente ao nível da imprensa. E nesse campo o shovelware contínua a ser a prática dominante. Há 15 anos que os conteúdos do papel são meramente transpostos para a web, sem grandes edições. É assim desde 1996 – ano em que começaram a surgir os primeiros cibejornais regionais – com os conteúdos noticiosos paraa Internet e contínua a ser assim com a utilização que é feita das ferramentas mais recentes, como o Facebook ou o Twitter. Neste último caso é o “shovelware a 140 caracteres” (Jerónimo e Duarte, 2010). Apesar de haver, pontualmente, algum aproveitamento das potencialidades destas ferramentas, a generalidade usa-as essencialmente para disseminarem informação. Resumindo: nos media regionais – e não só – ainda se mantém a cultura da comunicação unidireccional. Nós produzimos, vocês consomem. Enquanto assim for, juntando ainda a inexistência de um modelo de negócio para o online, não me parece que se possa falar em (grandes) roturas. A mentalidade é a mesma.

Um aparte. No dia em que recebo estas perguntas, o DN anuncia uma redacção multiplataforma. Falamos de um jornal histórico em Portugal, que me parece que está a fazer mais uma operação de cosmética do que outra coisa. Antigamente – ou não tão longe quanto isso – os jornais mudavam o layout, mas os conteúdos mantinham-se. Aqui parece-me o mesmo. E digo-o a partir de alguns indicadores que recolho do vídeo de apresentação. Fala-se em não sei quantas ilhas de edição (vídeo), para serem usadas pelos jornalistas que se adaptem melhor à realidade. Então mas aprioridade não devia ser ao contrário, recursos humanos primeiro e os técnicos depois? Mostra-se um grande aparato tecnológico, mas qual será a estratégia ciberjornalística? Uma redacção tão grande e equipada para quem? Os jornalistas estão preparados ou isto é uma imposição?

Quero dizer, tal como no tempo só do papel, investe-se em mudar em imagem, a encher o olho, mas fora isso, nada. Veremos.

Não tendo existido mediamorphosis (passagem radical dos media tradicionais para os novos media), qual o papel dos meios de comunicação tradicionais (como o jornal, rádio ou tv), com o advento da Internet?

Irei focar-me novamente no caso que melhor conheço: imprensa regional.

Não querendo ser pretensioso – não sou o único a achar isso –, penso que a “terra das oportunidades” está no local. É sobretudo a imprensa regional que alimenta o alinhamento noticioso local dos principais media em Portugal. A Internet facilitou-lhes imenso o acesso, sobretudo aos ciberjornais que mantêm uma actualização regular. Com as redacções a diminuírem e alguns jornais regionais e locais a fecharem, vai-se perdendo a cobertura noticiosa ao nível local. Os que resistirem continuarão a ter um importantíssimo papel de comunicação da informação local e regional. Isto aplica-se à imprensa e restantes media, mas não só. O aparecimento da Internet e a mudança dos media de massas para o eu-media, levou a que qualquer pessoa possa comunicar-se com a sua “audiência”. Portanto, se numa determinada freguesia, município ou distrito não existir um meio de comunicação social, haverá sempre um blogue, uma página no Facebook onde alguém falará sobre assuntos que lhe são próximos. O principal papel dos media será estabelecer uma rede de redes, entre os mais ou menos eu-media que estejam associados a determinada localidade ou assunto. No fundo, não se pede outra coisa que não praticar aquilo que supostamente os caracteriza: (ciber)jornalismo de proximidade.

Por fim, acrescento que também ao nível dos media locais e regionais se apresenta o grande desafio de encontrar um modelo de negócio para o online. Importará sempre que comecem por se questionar sobre quem são e quem querem que sejam os seus “(ciber)leitores”. Onde estamos e para onde queremos ir? O que temos que fazer para nos adaptarmos a esse(s) rumo(s)?

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