Comunicação solidária
A net tem coisas boas, como também más. É lugar comum, nada de novo. Ontem, detive-me – a partir de uma comentário* – numa das utilidades que esta ferramenta, designada de world wide web, efectivamente tem. Falo de solidariedade, da Marta e das redes sociais.
Transmitir informações de um ponto para outro do globo, separados, geograficamente, por milhares de quilómetros, faz-se em segundos (com a tendência de o serem em intervalos cada vez menores). No presente caso, não se pode falar de milhares de quilómetros. Talvez centenas.
Com a noção deste potencial, os país da Marta, uma menina de quatro anos, que tem leucemia e aguarda por um transplante, usaram o Facebook para mobilizarem dadores. Uma semana depois, já tinham 6.000!
Curioso olhar para esta realidade, comparando-a com uma outra iniciativa, Solidários até à Medula, que decorreu em Leiria, durante nove semanas. No final, 2.600 novos dadores.
É certo que partiu de um grupo de empresas, naquilo que designaram como “iniciativa de Responsabilidade Social”. Solidariedade, marketing, ou ambos, seja como for, o objectivo foi conseguido.
* “Engraçado que aqui gastaram-se milhares para, em dois meses, conseguirem 2.600 dadores, quando neste caso [Marta], usando a Internet, conseguiram 6.000 numa semana!”
Facebook, Twitter, Hi5… As redes sociais tem estado a mostrar que hoje, mais do que nunca, as ferramentas de comunicação, cuja a plataforma é a net, tem um poder e capacidade de mobilização imensos. É o caso.
“[Dadores] 100 ou 120 por dia”
“Quero que as pessoas pensem: Será que o comodismo e o medo valem uma vida?”
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Autor | Author Pedro Jerónimo | Jornalista, curioso da comunicação e apaixonado pelo fotojornalismo. Jerónimo, Pedro | Journalist, communication curious and photojournalism lover. | +infos |