i não i sim

Primeiro, gostei, depois, não, e agora, sim. Comprei a primeira e a terceira edição. Pelo meio, folheei a segunda. Se o grafismo começou por agradar, já a fotografia desiludiu (e muito). Entretanto, eis que chega sábado, estreia da Nós. De repente, tudo mudou.

As melhorias da primeira para a terceira edição do i, no que toca a fotografia, são significativas. Na quinta-feira, apresentava-se com uma manchete estranha. Já no interior, verificava-se ser um crop de uma outra (seria necessário repetirem a imagem?). Na globalidade das 72 páginas, imagens demasiado “estáticas”, sem “movimento”. O conjunto usado no desenvolvimento da manchete, é demasiado pobre para as expectativas criadas. É certo que as imagens são polissémicas, porém, não me conseguiram “agarrar”, à excepção das de Pete Souza, sobre Obama, e a de Gonçalo Lobo Pinheiro, no Estoril Open.

Já no sábado, enquanto adquiria o número três, pedi a edição do dia anterior, que folheei rapidamente. Melhorou (a começar pela capa).

“Há casamentos que não resultam.” As palavras são de Manuela Ferreira Leite, na capa do i de sábado, e é bem verdade: usar letras brancas em cima de fotos quase brancas – como fez o diário – não resulta mesmo (pormenores). Ainda a propósito da página sete: não gostei (a intenção era mostrar que “o efeito Qimonda” levou a uma redução nas exportações, mas não haveria uma foto mais interessante para “proferir” esse discurso?). Um pouco mais à frente (p.22), um registo que é bem capaz de ser o pior (com a excepção da capa de estreia) que vi em três edições do i! Por outro lado, as fotografias de Sandra Rocha estão mais à medida daquilo que se espera do diário. Repetente é o autor do blog Fotojornalismos, com mais um bom registo, nos courts de ténis.

E depois, depois há a Nós. Simplesmente brilhante! O conceito, o grafismo, o conteúdo… tudo. No que toca às imagens, gostei particularmente dos trabalhos de Gonçalo Santos (cheio de feeling), de Augusto Brázio (o vencedor do último Prémio de Fotojornalismo Visão|BES a mostrar que é possível fazer registos interessantes, com pessoas paradas) e de Gonçalo Claro (num dos melhores trabalhos da primeira edição da revista). A finalizar, um resumo em apenas cinco palavras: de-li-ci-o-sa (acho que tenho uma reserva no quiosque, para os próximos 49 sábados).

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Autor | Author
Pedro JERÓNIMO

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There are 1 Comments to "i não i sim"

  • [...] sete dias. Mantenho o que disse há uma semana sobre a revista. Já o diário, melhorou a qualidade das imagens, mas descurou nos direitos de autor. Oito [...]

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