UT Austin Online Journalism

“Vamos então construir juntos o evangélio digital do Jornalismo durante esta semana.” Um mestre, doze discípulos e uma semana na UT Austin – Portugal Summer Institute, para um seminário de jornalismo online. Já terminou… e soube a pouco.

“Mediamorfose ou mediacídio?” A questão é de Rosental Alves, precisamente há uma semana, na abertura do Online Journalism (Lisboa), que serviu para enquadrar a realidade que o sector vive actualmente (não se pode compreender o presente e perspectivar o futuro, sem conhecer o passado). A invenção de Gutenberg e a Revolução Industrial foram alguns dos períodos históricos referidos.

Com a saturação do mercado, não só de títulos como de jornalistas ou candidatos à profissão, importa ser “empreendedor”. Esta foi – segundo Alves – a base para o seminário. Para tal, a Internet é uma plataforma privilegiada para criar novas formas de fazer jornalismo, devido ao reduzido custo para a implementação. Ainda assim, alerta importante: “os hábitos demoram a implementar.” Mais: “[vital] pensar multimédia desde o início!” Isto porque, no caso dos jornais, a tendência foi (e, em alguns casos, continua a ser) o de reproduzir na web o que sai no papel.

“A Sociedade em Rede emerge, porque pela primeira vez na história da comunicação social, o dispositivo receptor também emissor.” Audiência. É sobre ela que Alves ser refere, deve ser ela a primeira visada em qualquer projecto de comunicação.

“Como será um jornal em 2020?” é uma questão sem resposta. Isto porque estamos a falar de um futuro distante e de uma área que vai sofrendo mutações constantes. Ainda assim, Alves enumera as tendências do jornalismo:

1. Desconstrução (re)construção do jornalismo nos media;
2. Jornalismo monomedia > Jornalismo multimédia;
3. Pro/Am: Jornalismo deixou de ser monopólio dos jornalistas;
4. Produtos jornalísticos fechados > Redes Sociais;
5. Blogs estão a tornar-se pequenas/médias empresas;
6. Chegada do jornalismo de agregação ou jornalismo de curadoria aos meios tradicionais;
7. Ascensão do jornalismo sem fins lucrativos.

Por fim, ficam, em 60 segundos, algumas das imagens da última semana. Hoje, iniciou o take 2 de Rosental Alves, na Universidade do Porto, com mais doze “apóstolos”.

“Na Sociedade em Rede, publicar uma notícia não é mais o fim de um processo, mas o início da etapa seguinte, num processo contínuo.”

“Estamos transitando da sociedade industrial para a sociedade de informação, ou sociedade do conhecimento, ou sociedade em rede.”

“Não se trata apenas da Internet, mas da Revolução Digital, da qual ela parte e surge…”

“Negócio do jornal não é botar tinta sobre papel!!!”

“Faça o que você sabe e link o resto.”

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Autor | Author
Pedro JERÓNIMO

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