Publi-Jornalismo
PROMÍSCUA a relação entre os media, a sua necessidade de financiamento e a prática do jornalismo. Uma mistura ‘explosiva’, que do ponto de vista ético levanta sérios problemas, como alerta João Canavilhas, sobre o mais recente exemplo, vindo do Los Angeles Times.
O mesmo é dizer, que a missão/obrigação de informar há muito que foi suplantada pela de comercializar. O problema é que – como ouvi alguém referir recentemente – o jornalismo não é um produto.
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Autor | Author Pedro Jerónimo | Jornalista, curioso da comunicação e apaixonado pelo fotojornalismo. Jerónimo, Pedro | Journalist, communication curious and photojournalism lover. | +infos |
There are 5 Comments to "Publi-Jornalismo"
Preocupante. O que é que 540 mil euros não fazem, né?
Preocupante…
Precisamente, caro Christofeletti! Sobretudo quando são os principais títulos a ‘dar o exemplo’.
Concordo em tese, mas creio que a tese deve ser adaptada às situações. Neste particular, creio que o efeito estético – e a relação do LA Times com os seus leitores (em semana de Oscar) – suplanta o tese. Não vejo que problemas éticos levanta que não levantem os encartes de capa que tantas vezes os jornais trazem, ou os sacos. Aliás, tendo em conta a expectativa da estreia do filme, não sei se uma entrevista com o Johny Depp não merecia em muitos jornais (nomeadamente europeus) uma capa idêntica.
Havia um case study de um jornal escandinavo (desculpa mas não me lembro do nome, foi no primeiro ano de faculdade, há uns 18 anos) que ocupava todo o espaço permitido por lei. Os leitores compravam-o porque sabiam o que vinha lá dentro, independemente da capa.
Sou jornalista profissional (nestes tempos temos de diferenciar…) e não vejo problema algum na capa do Los Angeles Times.
A aversão pelo publijornalismo é falta de conhecimento.
Aprofundando o tema podemos ver que é perfeitamente possível a junção das necessidades publicitárias à ética jornalística.
Caro Filinto e Paulo Leonardo, agradeço desde já o vosso contributo nesta reflexão.
Há uma questão que coloco: o que motivou a reacção do director editorial, e não só, do LAT? (via Ponto Media)
Este exemplo parece-me situar-se, ainda, numa área de estudo emergente, que é a do info-entretenimento.