(Ciber)jornalismo sem jornalistas?
DEZ ideias, refrescantes, apresentadas por Ramón Salaverria, para os (ciber)meios, jornalistas e empresários:
1. Apostar na reportagem, também na Internet (o que o Alexadre Gamela fez aquando da amaragem no rio Hudson e da recente tragédia na Madeira, são disso exemplo);
2. Confirmar primeiro, publicar depois (contrariando a tendência do ‘última hora’, que por vezes leva a erros, nem sempre corrigidos, mesmo quando identificados por utilizadores);
3. Complementar a informação de última hora com conteúdos mais analíticos (portanto, necessários mais jornalistas, veteranos, com memória ‘analógica’);
4. Inovar em género e formatos (tentando evitar percuso do passado – shovalware);
5. Rever a ‘brecha geracional’ existente nas redacções (maioritariamente jovens, povoadas de recém-licenciados, com pouca experiência – importantes os jornalistas seniores, que pisaram a calçada, que andaram na rua…);
6. Planear bem processo de convergência (no caso de integração de redacções: tradicional + digital);
7. Encarar as contribuições dos utilizadores como complementares (isto é, o jornalista não sabe tudo e não está em todo o lado);
8. Elaborar livros de estilos para cibermeios;
9. Definir pautas deontológicas específicas para o ciberjonalismo (a criação do ‘defensor do cibernauta’ é uma ideia);
10. Renovar o curriculo formativo, dos estudos de jornalismo, nas universidades (o mesmo é dizer, um ‘F5′ permanente, por parte dos docentes e investigadores).
|
Autor | Author Pedro JERÓNIMO |