“O que é, como está e para onde vai a imprensa regional?”
ESTÁ FEITA a ‘radiografia’. A citação que dá título a este post, é uma questão, pertinente, entre outras intervenções feitas. A partir das apresentações e discussões que se geraram, retenho algumas reflexões:
1. Predomínio da Igreja. Não é novidade, mas não deixa de ser assinalável a forte presença de títulos de inspiração cristã. É certo que poderá ser a menos profissionalizada, porém, é histórica. Convém sublinhar que, em muitas dioceses, esta foi o mote para que outros títulos nascessem. Mas para saber mais sobre esta realidade, sugere-se a tese de doutoramento que Alexandre Manuel irá apresentar ao ISCTE, precisamente sobre o papel sociológico da imprensa regional da Igreja;
2. Local e Regional. Já perdi o conto às vezes que me tenho referido à necessidade de se distinguirem estes dois tipo de imprensa (e não considerá-los uma só realidade). Apesar de não terem sido muito exploradas as diferenças, foi uma das referências mais comuns entre oradores e intervenções da plateia. Se há título locais, ao nível dos municípios, convém lembrar que também os há ao nível das freguesias, isto é, imprensa ainda mais local, jornalismo ainda mais próximo;
3. Subsidiodependência. Uma ‘choraminguice’ – “queixódromo”, como referiu alguém – por parte da generalidade dos títulos. Certamente que há casos de discriminação ao nível de atribuição de apoios, porém, não deveria ser este o principal argumento. Conheço casos, imprensa local, em que os proprietários desistiram de esperar por apoios do Estado (antigo Porte Pago) e decidiram lutar unicamente eles. Pelo menos assim têm uma noção do que/com quem podem contar. Por outro lado, interessante um alerta de um empresário: “Não queremos que nos dêem o peixe, mas que nos ajudem a pescar”;
4. Plataformas digitais. No seguimento da questão inicial, referir que se procurou responder mais às primeira e segunda partes, do que à última. Um alerta, lançado pela assistência, para a necessidade de se começar a perspectivar o que será da imprensa local e regional daqui a 10 anos, designadamente, os passos a dar, rumo a uma acção digital adequada.
5. (…)
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Autor | Author Pedro JERÓNIMO |

There are 2 Comments to "“O que é, como está e para onde vai a imprensa regional?”"
E como será da imprensa local?
A abrangencia da imprensa local é mais reduzuda.
O seu espaço é maior parte das vezes o concelho onde edita.
Por exemplo nós no “O Povo Famalicense# temos 49 freguesias para noticiar e dar a conhecer.
Os apoios naõ são nenhum de ninguém só dos nossos anúncuantes e do problema dos outros jornais que por desespero,fazem preços de publicidade a baixo do custo.
O estado sempre se esqueceu dos jornais gratuíto, mas de informação.
Não apioam o incremento à leitura de quem vai todas as semanas porta a porta a oferecer a informação e que felizmente é reconhecido pelos leitores.
Caro Joaquim Ribeiro, isso é um indicador que nos pode levar a outras questões, que podem contrariar o que foi dito na apresentação, pelo presidente da API, João Palmeiro: “Afinal os portugueses não lêem pouco [sobre estudo europeu relacionado]! Compram é poucos jornais!”. Que dizer, então, quando estes são distribuidos gratuitamente?